The End. Of All Things.

E assim termina a mais ambiciosa série ainda em exibição, com um finale soberbo e emotivo e que soube reunir nele todos os extraordinários elementos que faziam dela um objecto de culto e devoção dentro do género da ficção científica, que tão depressa deslumbrava com a sua infindável imaginação narrativa como dilacerava na forma como víamos os seus protagonistas a exporem-se sem limitações à transcendente condição de se ser humano. Um fenómeno singular e incapaz de se repetir, até porque a televisão actual cada vez menos tem espaço e coragem para deixar personagens crescer e ganhar todas as dimensões para as quais Olivia, Peter e Walter - entre todos os outros - foram evoluindo ao longo dos anos. Esta ligação intangível a um objecto de ficção é cada vez mais rara e perecível. Talvez Fringe tenha sido mesmo a última a conseguir fazê-lo, mas essa é só mais uma razão entre muitas pelas quais será lembrado. Sempre.
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